
“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas.” (Romanos 13: 1)
De acordo com a Palavra de Deus, devemos obedecer às autoridades, porque elas foram instituídas por Deus. Devemos obediência aos nossos pais, primeiras figuras de autoridade que Deus instituiu nas nossas vidas (Êxodo 20: 12; Efésios 6: 1-3). Devemos obediência aos governantes, às forças de segurança, aos nossos patrões, professores na escola e a tantos outros que estão instituídos de autoridade nas suas áreas.
O próprio Jesus disse a Pilatos que a autoridade ou poder que ele possuía, lhe tinha sido dada de cima, por Deus. Pilatos foi o governador romano da Judeia que julgou e condenou Jesus à morte, mesmo reconhecendo que Ele não era culpado.
Podemos ver este episódio em João 19: 9-11: “e [Pilatos], tornando a entrar no pretório, perguntou a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta. Então, Pilatos o advertiu: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar? Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem.”
É claro o mandamento: “Todo o homem esteja sujeito às autoridades superiores”. E é clara a razão para essa sujeição: “porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas.”
E Paulo continua nos versículos seguintes, em Romanos 13: 2-5: “De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência.”
Se formos cidadãos cumpridores da lei, não temos razão para temer as autoridades. Quando a nossa conduta é reta e as nossas obras são boas, podemos até ser louvados por elas. Se resistirmos às autoridades, estamos a resistir a Deus.
Elas são ministros de Deus para nosso bem. É sua função manter a ordem e organização no país, a segurança e a justiça, criar condições para haver saúde e educação, etc. Também é sua função castigar o que faz mal.
Às vezes queixamo-nos delas, e muitas vezes até podemos ter razão nos argumentos, mas podemos imaginar um país sem autoridades? Se não houvesse alguma ordem instituída, como seriam as nossas vidas? Voltávamos ao sistema do Velho Oeste, e resolvíamos os diferendos em duelos? Talvez hoje ficássemos bem pior que nessa altura.
Paulo volta a falar da sujeição às autoridades na sua carta a Tito. Disse-lhe que lembrasse os crentes que tinha a seu cargo do seguinte modo: “Lembra-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades; sejam obedientes, estejam prontos para toda boa obra,” (Tito 3: 1).
Também o apóstolo Pedro nos fala sobre esta questão, em 1 Pedro 2: 13-17: “Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor, quer seja ao rei, como soberano, quer às autoridades, como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai todos com honra, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei.”
Ao obedecer às autoridades estamos a fazer o bem, a fazer a vontade de Deus, e também a ser exemplo no mundo. Estamos a tapar a boca à ignorância dos insensatos. Somos livres em Cristo, mas não usamos essa liberdade que Ele nos dá para sermos maliciosos e desonestos.
Façamos como diz Pedro: “mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação.” (1 Pedro 2: 12)
Que as nossas ações no dia-a-dia, possam mostrar aos que ainda não são salvos, que somos diferentes, para melhor. Que a nossa conduta perante os outros seja testemunha da transformação que Jesus operou no nosso coração.
Se as nossas palavras não são ouvidas, que as nossas ações possam mostrar a nossa fé.
Fica claro que a obediência às autoridades é um mandamento de Deus. E que devemos ser um exemplo de conduta reta neste mundo de pessoas maioritariamente afastadas de Deus.
No entanto, pode surgir a questão sobre qual deve ser o nosso comportamento se as autoridades nos querem obrigar a desobedecer a Deus? O que devemos fazer se as autoridades nos derem ordens contrárias à Sua vontade? Na próxima semana falaremos sobre este assunto.
“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo; pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há aceção de pessoas.” (Colossenses 3: 23-25)
Crédito de imagem: Hunters Race